Pernas de um homem pendurado num topo de um arranha-céu sem medo do risco

O medo e suas virtudes

O medo é uma sensação que nos coloca em estado de alerta pelo receio de fazer alguma coisa que traga um sofrimento tanto físico como psicológico.

O medo consiste em uma perturbação diante a uma situação de risco, seja imaginária e sem chance de acontecimentos futuros, suposta, ou real, e que vai contra algo pretendido por quem o sente.

Também como uma emoção primária natural do ser humano diante a uma ameaça, o medo é um sentimento que se desperta a fim de manter a sobrevivência do indivíduo em suas condições atuais, gerando a adaptação da pessoa no meio no qual ela se encontra.

Todavia, para a sociedade, o medo é sinal de fraqueza e motivo para vergonha, sendo assim, as pessoas são ensinadas desde pequenas a não temer, e usam o medo como entretenimento através de filmes, programas de televisão e contos: a cultura do terror.

Mulher com olhos vendados por alguém sem demostrar medo

Controlando o medo

Uma resposta da consciência em relação a uma situação que vem de maneira involuntária, o medo possui um treinamento para ser controlado em determinadas situações… Mas, até quando isso é vantagem para quem sente? Quando nós podemos controlá-lo de fato? Em que momento ele se torna algo prejudicial para nós?

Cientificamente falando, o medo é um composto químico liberado pelo cérebro diante de um fato como modo de alerta. Ele nos impede de colocarmos em risco nossa integridade física e moral.

Dessa forma, a sensação de angústia causada ao indivíduo o deixa com receio de seguir com o que se está planejado e o retira de situações possivelmente de risco.

A ativação cerebral tem reflexo no corpo através do batimento cardíaco, e da respiração, ambos que se aceleram, além da contração muscular que prepara o corpo para duas reações possíveis: fuga ou confronto direto – dependendo do estímulo pelo qual foi gerado o medo, que pode ser a insegurança do indivíduo sobre algo ou alguém, ou a ansiedade para a realização de determinado fato.

Menino com medo espiando escondido por um buraco na parede de madeira

Tipos de medo

Podemos separar em dois tipos os medos existentes: os que nos impedem de realizar alguma atividade, e os que fazem com que nós respeitemos nossos limites, sejam eles corporais ou psicológicos.

Quando pequenos, somos ensinados a vencer os medos devido à imagem de fracasso que o sentimento nos passa, por impedir que se arrisquem objetivos ou sonhos, e estes são os medos paralisadores.

Já quando tratado como respeito a limites, o medo é considerado um fator de auxílio para seu autoconhecimento, te forçando a dar um passo por vez. Esse medo nos ensina a não tomar as decisões sem que elas sejam muito bem pensadas anteriormente, evitando os danos talvez irreversíveis.

Passado de alerta para proteção e virando impedimento, devemos procurar ajuda para que o medo não se torne uma fobia, que apesar de comum em determinadas situações, pode nos impedir de seguir a vida de uma maneira normal, devido ao pânico causado e o estresse que isso gera a pessoa.

Lembre-se que ser comum é diferente de ser aceitável, e nesse caso, procure ajuda assim que possível!

Entretanto, nós podemos perceber que ele não é algo prejudicial à vida por ser algo natural do nosso sistema cerebral. Ele nos impede de entrar em problemas e arriscar nossa integridade física e moral!

Gosto muito do livro “Virtudes do Medo” do escritor Gavin de Becker.

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Mauricio Alex, radialista, acredita que só através da motivação pessoal conseguimos superar as armadilhas de nossas mentes. É preciso transformar as nossas crenças e nossos pensamentos em aliados para alcançarmos progresso profissional, espiritual e financeiro.