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Howard Schultz – O Fenômeno Starbucks

Howard D. Schultz, 61 anos nasceu no Brooklyn em Nova York, e se mudou com sua família para em Canarsie, um bairro no sudeste do Brooklyn, aos três anos de idade. Schultz gostava de esportes e praticava futebol na escola. Graças a esse seu talento para o futebol frequentou a Northern Michigan University, em 1970.

Depois de se formar em Comunicação, Schultz foi ser vendedor da Hammarplast, uma empresa localizada na Europa, que vendia máquinas de café  nos Estados Unidos. Nessa época, já como Gerente Geral, Howard notou que uma pequena companhia de Seattle estava comprando mais máquinas de preparar café do que a famosa loja Macy.

Essa pequena operação localizada no estado de Washington, na cidade de Seattle, chamava-se Starbucks Coffee Tea and Spice Company. Embora a Starbucks tivesse apenas algumas lojas, a cada mês, a cada trimestre, os números aumentavam. Schultz sempre repetia pra si mesmo: “Eu tenho que ir até Seattle”.

Howard Schultz ainda se lembra de quando viajou pela primeira vez até o Condado de King para conhecer o Starbucks. Naquela época, a Starbucks, só existia em Seattle e tinha 10 anos de vida.

“A primeira loja da rede Starbucks foi aberta no ano de 1971 com a iniciativa de três sócios – Jerry Baldwin e Zev Siegel, professores, e o escritor Gordon Bowker”. Inspirado pela empresa de Alfred Peet, a Peet’s Coffee & Tea, abriram a primeira loja para a revenda de grãos de café de excelente qualidade e equipamentos para o preparo do mesmo. O Logotipo da empresa já era uma “Sereia”.

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A Loja Original da Starbucks

 “Quando eu entrei naquela loja pela primeira vez, eu sei que isso parece piegas, mas eu sabia que eu estava em casa. Naquela época, acrescentou: Eu nunca tinha experimentado uma boa xícara de café… Deus, isso é o que eu estive procurando por toda a minha vida profissional.”

Howard Schultz

Mais tarde, em 1982, Howard Schultz foi contratado como diretor de operações de varejo e marketing para aumentar as vendas de grãos de café, nessa época a Starbucks não vendia o café para beber.

Numa viagem a Milão, na Itália, a quantidade de cafés que existia por lá, logo lhe chamou a atenção. Veio imediatamente a sua mente a ideia da Starbucks, não vender apenas grãos de café, mas também a bebida pronta.

Ele também observou que o ato de beber o café aproximava as pessoas, aquele “ritual” tinha um senso de comunidade, o café conectava, pensou Schultz. E depois de uma semana na Itália, que seu entusiasmo com o futuro não podia parar, estava disposto a alcançar o seu objetivo de qualquer maneira.

No entanto, o entusiasmo de Howard Schultz não foi compartilhado pelos donos da empresa que rejeitaram a proposta por acreditarem que o café era algo que deveria ser feito somente em casa e que mudar o foco da loja drasticamente, não era muito interessante, haja visto o bom andamento dos negócios.

No entanto, Schultz era um homem persistente e conseguiu finalmente que os proprietários o deixassem vender café em uma nova loja que estavam abrindo em Seattle. Foi um sucesso imediato, centenas de pessoas por dia passavam por lá para tomar café e foi introduzido também naquela loja, o “café com leite”. que não existia em Seattle na época, nem o nome e nem a bebida.

Mas o sucesso do café não empolgou os fundadores e Howard Schultz percebeu que eles não queriam seguir naquela direção. Desapontado, Schultz deixou Starbucks em 1985 para abrir uma cadeia de café de sua autoria, Il Giornale, que rapidamente conquistou o sucesso.

Certo de que ganharia muito dinheiro vendendo bebidas e cafés prontos para os norte-americanos e com ajuda de alguns investidores, conseguiu comprar, dos seus antigos patrões, a cadeia de lojas da Starbucks.

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Starbucks Nova York

A partir dai ele teve a oportunidade de mudar o nome de todas as lojas fortalecendo a marca do Starbucks, fazendo com que a empresa em pouco tempo entrasse num período de grande expansão, de forma que no mesmo ano da mudança, foi aberta uma loja fora de Vancouver, expandindo a marca para o restante do Canadá além de Chicago.

Os negócios foram dando tão certo que em 1992 já eram 165 pontos de venda da Starbucks e a mesma entrou para o mercado de ações.
Em 1996 o empreendimento planejado por Schultz ganhou asas e foi para fora da América do Norte, chegando a Tóquio e mais tarde comprando a rede de cafeterias Seattle Coffee Company com mais de 60 lojas no Reino Unido que com a compra passariam a ter o rótulo da Starbucks.

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Copos com o logo da Sereia numa loja no Japão.

Em 2000, Schultz anunciou publicamente que estava renunciando o cargo de CEO da Starbucks. Porém oito anos mais tarde, ele voltou a dirigir a empresa.

Em uma entrevista para CBS em 2009, Schultz falou sobre a missão da Starbucks. – “Nós não estamos no negócio de alimentar a barriga das pessoas, estamos no negócio de alimentar a alma”

Hoje em dia, nenhuma empresa vende mais bebida de café a mais pessoas em mais lugares do mundo que a Starbucks. Em 2012, a Starbucks possuía 17.600 lojas em 39 países ao redor do Globo. Essa empresa de café, incrivelmente popular, atrai cerca de 44 milhões de clientes por semana. De acordo com o site da empresa, a Starbucks tem o compromisso mundial de comprar, torrar e servir o melhor café arábico do mundo desde 1971.

As lojas Starbucks oferecem um cardápio variado e interessante de cafés que fortalecem o plano de negócio. Esse mercado ou essa oportunidade foi percebida por Schultz muito anos antes dos outros empresários, estabelecendo para a concorrência um novo parâmetro de qualidade e também de serviço, alcançando a liderança em vários países e fizeram dela uma potência mundial.

Procure renovar-se, mesmo quando você está fazendo vários gols. “É tudo que importa…”.
Howard D. Schultz

Howard Schultz – O Fenômeno Starbucks
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Mauricio Alex, radialista, acredita que só através da motivação pessoal conseguimos superar as armadilhas de nossas mentes. É preciso transformar as nossas crenças e nossos pensamentos em aliados para alcançarmos progresso profissional, espiritual e financeiro.