Os gêmeos bilionários em criptomoedas

Gêmeos rivais de Zuckerberg são os primeiros bilionários em criptomoedas [bitcoins]

Os primeiros bilionários das criptomoedas são gêmeos

Hoje em dia no mundo das finanças, muito tem se falado em criptomoedas.

Mas afinal, o que são essas tais criptomoedas bitcoins?

O bitcoin consiste em uma moeda virtual, também chamada de criptomoeda.

Essas moedas são produzidas de maneira descentralizada por computadores com base na tecnologia blockchain.

Atualmente, a utilização de bitcoins para efetuar compras de produtos e serviços já é uma realidade em todo o mundo.

O que anda atrapalhando um pouco os negócios é sua alta volatilidade.

Para se ter uma ideia, é possível realizar até mesmo doações financeiras para instituições fazendo uso das criptomoedas.

Os bitcoins, que surgiram no ano de 2009, movimentam também o mercado de investimentos, um exemplo disso são os irmãos Cameron e Tyler Winklevoss, que atualmente se tornaram oficialmente os primeiros bilionários no ramo das criptomoedas bitcoins.

Mas a grande volatilidade das moedas sugere que elas entraram na mira dos especuladores profissionais.

Os gêmeos Winklevoss já possuíam bens e riqueza antes de se aventurarem no ramo das moedas virtuais.

Antes das criptomoedas os irmãos já chamavam atenção

Oriundos de família abastada, os irmãos Tyler e Cameron estudaram em escolas de prestígio, sempre educados com o foco administrativo e ávidos para se tornarem empresários bem-sucedidos.

Os gêmeos adquiriram notoriedade em meados da década passada, quando entraram em atrito com Mark Zuckerberg (o fundador da rede social Facebook), e o paulista Eduardo Saverin, que na época era amigo de Zuckerberg.

A disputa financeira com Zuckerberg

A briga judicial entre os gêmeos e Zuckerberg teve início quando ambos alegaram que Mark Zuckerberg se apropriou da ideia deles a respeito da criação da rede social.

Na ocasião, eles eram colegas de Mark na universidade de Harvard.

Além de serem empreendedores, os irmãos Winklevoss também eram grandes desportistas.

Dedicavam-se a prática do remo, inclusive participando como atletas olímpicos da delegação dos Estados Unidos que foi às olimpíadas de Pequim em 2008.

Tyler e Cameron Winklevoss sempre foram estudantes dedicados e dotados de um dom empreendedor.

Ambos, assim como Zuckerberg, estavam sempre atentos às novidades tecnológicas e acreditavam cegamente na possibilidade de gerar lucro com o avanço da alta tecnologia.

Sendo assim, no início dos anos 2000, envolveram-se na disputa da criação do Facebook, atualmente a mais importante rede social do mundo, com quase 2 bilhões de pessoas cadastradas.

Ainda no final da década passada, os gêmeos consideraram por bem selar um acordo interrompendo a disputa com o rival Zuckerberg.

De atletas a criadores do conceito Facebook

Os irmãos Winklevoss acreditavam que sairiam vitoriosos nas Olimpíadas de Verão em Pequim na modalidade de remo dois-sem, para duas pessoas, mas terminaram num honroso sexto lugar.

Participação dos irmãos Winklevoss nas Olimpiadas antes das criptomoedas

Porém, foi na área tecnológica que se tornaram referência de sucesso.

Tyler e Cameron, alunos da Faculdade de Economia em Harvard, foram bastante influenciados pelo pai, Howard Winklevoss, professor de matemática e fundador da empresa de Consultoria Winklevoss.

No final de 2002 os irmãos se uniram a Divya Narendra para criar uma rede social que possibilitasse a comunicação entre os colegas da universidade e deram o nome de HarvardConnection.

Em 2003 convidaram outro estudante da universidade, Sanjay Mavinkurve, que estudava programação, mas essa parceria durou pouco tempo. Sanjay logo foi trabalhar para o Google.

Passaram por mais um programador, Victor Gao, que também foi trabalhar em outra empresa e abandonou o projeto, mas apresentou aos gêmeos um outro aluno chamado Mark Zuckerberg para dar continuidade ao trabalho.

Com um contrato verbal e não formalizado, Zuckerberg optou por ganhar uma participação na sociedade oferecendo seu trabalho como moeda de troca.

Aparentemente, Zuckerberg pouco apresentou de avanços para os irmãos e Narendra, até lançar em 2004 o sitebook.com, com o domínio thefacebook.com devidamente registrado.

A rede lançada por Zuckerberg atendia aos estudantes de Harvard, mas expandiu rapidamente até se tornar a maior rede social do mundo e Zuckerberg um dos homens mais ricos do planeta.

Ainda em 2004, os irmãos Winklevoss iniciaram um processo judicial contra o Mark, sobre a quebra de contrato verbal de Zuckerberg e pela cópia do conceito da rede.

Depois de um longo processo, eles receberam o valor de U$ 65 milhões, que parece muito dinheiro, mas fica muito aquém do real valor da marca Facebook.

O investimento dos irmãos Winklevosss em criptomoedas

O mundo das criptomoedas já apresentou seus dois primeiros bilionários: Os irmãos Winklevoss.

Acreditando que o mercado de moeda virtual tinha plenas condições de se tornar uma potencial fonte de lucro, os gêmeos passaram a investir pesado nesse negócio.

Fundaram sua própria organização, a Winklevoss Capital, onde começaram a investir em novas startups e, finalmente, em bitcoins.

Em 2013 os irmãos publicaram um projeto para que a Winklevoss Bitcoin Trust entrasse na Bolsa para que tivessem oportunidade de investir na nova moeda virtual.

E nesse mesmo ano os irmãos resolveram investir forte na moeda digital, comprando 1% do que estava disponível no mercado, no valor de U$11 milhões de dólares, uma parte do valor da indenização recebida de Mark Zuckerberg.

Nessa época um bitcoin valia um pouco mais de U$ 100,00 dólares.

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A impressionante valorização das criptomoedas

Desde então, a valorização do bitcoin foi crescente e a moeda foi adquirindo valores cada vez mais elevados e surpreendentes.

Dois anos depois também adquiriram a corretora de bitcoins, Gemini Exchange, que se tornou referência na bolsa de câmbio digital.

O olhar apurado dos irmãos sabe identificar boas oportunidades e quando Tyler Winklevoss afirma que deseja construir um novo mercado de bitcoins, semelhante a Nasdaq, é prudente não duvidar.

Em 8 de janeiro de 2018 o valor de 1 Bitcoin estava em U$ 15 mil dólares, depois de alcançar no final de 2017 a cifra de U$ 18.000,00 dólares, o que resultou no enriquecimento vertiginoso dos dois irmãos.

De acordo com dados recentes publicados no início de janeiro de 2018, os investimentos dos irmãos Winklevoss já superaram a marca de um bilhão de dólares.

Os gêmeos idênticos altos e de olhos claros não dividem só a aparência, mas também o tino para os negócios.

Embora tenham ficado famosos pelo processo contra o Zuckerberg e o filme “A Rede Social”, onde foram interpretados pelo ator Armie Hammer, ambos são focados mesmo é nos negócios e na capacidade de fazer dinheiro.

Apelidados de Winklevii, a mídia acreditou que depois do filme os irmãos seriam definitivamente esquecidos.

Mas após o fim da batalha contra o Facebook e Zuckerberg, os irmãos continuaram a brincar com a fama e estrelaram até comerciais de TV.

Considerados os criadores do conceito do Facebook, os gêmeos Tyler e Cameron superaram a perda da marca e o processo contra Mark Zuckerberg, ao acreditarem no interesse que a criptomoeda iria gerar.

A ascensão dos bitcoins e das criptomoedas

Diante dos números, é possível entender o sucesso meteórico dos bitcoins, a moeda exclusivamente virtual.

Ela começou como um simples instrumento de troca digital, para proporcionar mais segurança nas compras pela internet, e logo se transformou num próspero método financeiro.

Segundo os gêmeos Winklevoss, o dinheiro vivo está com os dias contados e acreditam que as criptomoedas serão cobiçadíssimas num futuro próximo.

A suposição é baseada em dados reais, já que essas moedas foram criadas para serem exclusivamente virtuais e cada vez mais se encaixam na realidade atual.

Sua emissão não é controlada por um Banco Central, mas produzida por milhares de computadores e descentralizada.

Essa produção é conhecida como mineração, onde há uma competição entre os computadores para resolver problemas matemáticos de níveis ajustados e o ganhador leva um bloco de bitcoins dentro de um limite de até 21 milhões de unidades.

Com o aumento da procura, a mineração se limitou a supermáquinas, como a Avalon ASIC.

Os bitcoins também são comprados em casas de câmbio criadas especialmente para lidar com a moeda.

O criador dos bitcoins é Satoshi Nakamoto, um desconhecido investidor que nunca teve sua real identidade revelada, apesar de tanto sucesso e de ser possivelmente também um dos bilionários virtuais.

Conclusão

Os irmãos Winklevoss chegaram a ser finalistas de remo das Olimpíadas de Pequim, e quando cursavam economia em Harvard, traçaram a ideia de construir uma rede social universitária, onde os alunos pudessem se comunicar pela internet.

Dentre os programadores chamados para ajudar a desenvolver a rede estava Mark Zuckerberg, que pouco depois lançou o Facebook.

Acusado de apropriar-se do conceito dos irmãos, Zuckerberg se viu num processo e pagou uma indenização aos gêmeos com valores em dinheiro e ações.

Desde que as ações do Facebook estrearam em Wall Street, já tiveram seu valor quintuplicado.

Com o dinheiro recebido de indenização, Tyler e Cameron investiram U$ 11 milhões em bitcoin num fundo chamado de Winkdek, que também acompanha a cotação da moeda.

Seguindo o caminho de crescimento dos bitcoins, os irmãos criaram o Gemini, uma taxa de câmbio usada como referência máxima sobre o assunto.

A fortuna de Mark Zuckerberg hoje está em torno de U$ 73 bilhões, e ainda falta muito para os irmãos se aproximarem dela, mas parece estarem no caminho.

Recentemente a moeda virtual superou o valor do ouro, o suficiente para alimentar a autoestima e o faro de negócios dos gêmeos.

A crença pelas novas tecnologias fez com que os dois garantissem uma passagem para a nave Virgin Galactic e já possuem o número 700 e 701 para viajar no espaço.

Para os irmãos Winklevoss, num futuro próximo viajar no espaço será tão vantajoso e acessível como hoje são os bitcoins.

Gêmeos rivais de Zuckerberg são os primeiros bilionários em criptomoedas [bitcoins]
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Mauricio Alex, radialista, acredita que só através da motivação pessoal conseguimos superar as armadilhas de nossas mentes. É preciso transformar as nossas crenças e nossos pensamentos em aliados para alcançarmos progresso profissional, espiritual e financeiro.