Alguém enrolado no edredom com o braço de fora

Fracassou! Levanta e dá a volta por cima

O segredo para dar a volta por cima, vem com o fracasso.

Nos últimos anos trabalhei diretamente com importantes executivos, conheci casais com relacionamentos duradouros, alguns com mais de 20 anos de casados, alguns profissionais incríveis, criativos e determinados.

Tive a sorte de poder compartilhar com eles suas experiências. Notei que tinham de ter coragem; cair e dar a volta por cima era uma coisa normal para eles. Esses executivos conhecem o poder da emoção e em nossas conversas, eu percebia que não tinham nenhum medo de expor seus verdadeiros sentimentos, enquanto a maioria de nós tem muito medo de sair da zona de conforto.

Não gostamos naturalmente de nos expor e quando isso acontece nos sentimos vulneráveis e inseguros, porém é nesses momentos de exposição das nossas dificuldades que é importante recuperarmos nosso equilíbrio emocional, pois a nossa coragem será testada e novos valores construídos.

A volta por cima.

Dar a volta por cima depois de um tombo é muito gratificante e nos ensina bastante sobre quem somos.

Não importa o que você faça e quanto ainda vai fazer, mas pense que você é bom o bastante. Você é imperfeito, vulnerável e às vezes fica com medo, mas isso não muda o fato de você conseguir se levantar.

Se quisermos dar a cara a tapa é necessário encarar as perdas de frente. Sempre que formos deparar com novas ideias, ou correr riscos, tenhamos em mente que o fracasso e desilusões fazem parte do jogo.

Homem solitário sentado num banco pensando como dar a volta por cima

Não importa a causa da dor, se soubermos administrá-la, poderemos ter nosso final feliz.

Todos nós já quebramos a cara e ficamos muito machucados. É para nós muito mais fácil falar das marcas do que mostrá-las, expor a superação da dor é um processo que exige muita coragem, são coisas muito íntimas, as pessoas tendem involuntariamente a desviar a atenção.

A preferência é por histórias de queda e superação e que sejam inspiradoras mesmo se forem inúteis, existem várias resenhas assim. Gostamos de ouvir narrativas de superação em que as partes tristes passem logo para chegarmos ao final feliz e sedutor da história.

O que chama a atenção é a falta de relatos sinceros sobre a superação das dificuldades, compreender e aceitar o fracasso faz parte de qualquer empenho sério. Temos que reconhecer o sofrimento e o medo que está por trás da complexa trajetória da volta por cima e nunca encobrir a dura verdade dos fatos.

Você nasceu para fracassar.

Retirar o fracasso de suas implicações humanas reais é retirar os conceitos de garra e resiliência e as qualidades de ambos tão importantes que são: resistência, determinação e perseverança.

Não existe inovação e criatividade e consequentemente aprendizagem sem a existência do fracasso. Quebrar a cara é angustiante e nos enche de dúvidas sobre o que devemos fazer e a vergonha pode surgir.

Nesse vídeo, Caroline Calaça, coach executiva e de negócios, fala porque nascemos para fracassar.

Alfred Tennyson, poeta inglês, escreveu: “É melhor ter amado e perdido do que nunca ter amado”.

Um coração partido traz os sentimentos de perda a tona, aprender a confiar e a investir de novo num novo amor pode parecer impensável. Se ousarmos bastante, não tem jeito, viveremos decepções.

Conheça o site admittingfailure.com onde qualquer pessoa pode postar suas histórias de fracassos e aprendizados, e veja como e porque algumas pessoas deram a volta por cima.

Numa conferência na Noruega, a FailCon, Ashley Good perguntou ao público quais palavras eles poderiam associar ao termo fracasso. As palavras escolhidas foram: tristeza, medo, fazer papel de bobo, desespero, vergonha e mágoa. Em seguida ela mostrou um relatório anual de falhas da organização Engenheiros Sem Fronteiras, com quatorze histórias que provou que a organização falhou no ano anterior.

Ashley, depois de exibir o relatório, indaga a plateia, quais as palavras que vocês usariam agora para caracterizar o relatório e as pessoas que haviam colaborado com suas histórias. E as novas palavras foram: prestativos, generosos, francos, inteligentes, valentes e corajosos.

Para chegarmos a ser prestativos, generosos e valentes, sem antes passarmos por emoções difíceis, como desespero, vergonha e pânico, é uma dedução arriscada e errada. Tentar fazer do fracasso uma coisa atraente, é tentar tapar o sol com a peneira, é melhor reconhecer a grandeza da verdade e da perseverança.

Hoje admiro muito as pessoas seguras de suas próprias verdades e que quando caem de cara no chão não desistem. Apesar da dor sabem o que é importante para elas e com coragem vão tentar começar de novo. Essas pessoas são realmente duronas.

Homem de capuz pedindo caronaFortes são aquelas pessoas que encaram o desconforto e a sua vulnerabilidade e contam a verdade sobre sua própria história. O arrojo é crucial na hora de resolver os problemas, de dar a cara a tapa, de encontrar o próprio jeito de superar os momentos difíceis e dar a volta por cima.

Ouvimos hoje em dia, muitas pessoas falando sobre coragem, mas para mim não passa de uma oratória vazia, que serve para esconder os medos pessoais sobre a própria competência de manter um determinado padrão de conforto e status, além de sofrerem com as avaliações dos outros.

É necessário mais pessoas inclinadas a demonstrar como é arriscar e resistir ao fracasso, a decepção. Gente determinada a vivenciar sua dor sem descontá-la nos outros, criando sua própria história e valores.

As pessoas realmente forjadas em aço tem algo em comum, elas se sentem curiosas sobre as emoções que vivem e encaram o incômodo de forma direta e objetiva.

A verdade é que cair dói. O seu desafio é manter a coragem e descobrir como se levantar.

Fracassou! Levanta e dá a volta por cima
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Mauricio Alex, radialista, acredita que só através da motivação pessoal conseguimos superar as armadilhas de nossas mentes. È preciso transformar as nossas crenças e nossos pensamentos em aliados para alcançarmos progresso profissional, espiritual e financeiro.